Mateus Matias, Estudante de Direito
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Mateus Matias

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1) R: Afirmou que era doença no momento em que admitiu o oferecimento de tratamento. Não se trata o que não é doença. Simples assim.

2) R: Sugere que inúmeras pessoas buscam, quotidianamente, auxílio para questões de sexualidade diversa porque, ao contrário de seus contrapartes heterossexuais, são humilhados, demonizados e tidos como portadoras de um problema. Buscam ajuda porque acreditam que a raiz do seu sofrimento está na sua condição humana, não no modo como uma sociedade que produz juízes e comentaristas desse calibre trata as pessoas diferentes.

3) R: Você evidentemente não sabe o que é sexo nem o que é gênero. Não existe terapia para "permanecer no mesmo sexo". Pessoas lésbicas, gays e bissexuais não estão no sexo errado ou agindo contra o seu sexo. Pessoas trans pertencem ao gênero distinto do gênero "putativo", imposto por ocasião do nascimento, e apenas "mudam" de sexo para permanecerem os mesmos: homens ou mulheres, conforme se percebam. A existência das pessoas trans só confirma um fato consabido: que a identidade de gênero e de orientação sexual são tão arraigados no indivíduo que nem mesmo uma realidade física, a priori, "contrária" é capaz de alterá-las. Quanto menos o trabalho duvidoso de um "psicólogo"!

4) Psicólogos podem oferecer tratamentos atinentes à reorientação sexual --> as orientações não-heterossexuais são desviantes e passíveis de correção --> as orientações não-heterossexuais, se são desviantes, se provocam sofrimento, se são sanáveis logo são "desordens", "distúrbios" ou, no linguajar comum, "doenças" ---> as pessoas que, eventualmente, não se puderem curar poderão ser aposentadas.<

br>Evidentemente, ninguém pleiteará aposentadoria por isso. Trata-se de uma ironia para mostrar o absurdo de uma decisão que autoriza charlatanismos (o que está ostensivamente comprovado) que permitem a tortura (sim, tais experimentos e terapias são atrozes) e promovem a ignorância geral e o sofrimento de pessoas em crise de identidade. A ciência não pode andar sozinha; depende da ética. Mais do que saber se algo pode ser feito é saber se deve ser feito; fabricar pessoas destituídas de qualquer autodeterminação: pode? deve?; eugenia: pode? deve? Esses são cenários hipotéticas em que nos perguntamos se poder fazer algo significa que seja aceitável fazê-lo. Ainda que seja possível fazer com que homossexuais se tornem heterossexuais, por que fazê-lo? Não é curioso que não se tente fazer o contrário? Quem são os doentes, afinal? Não seríamos nós, os que rejeitamos tanto as sexualidades diversas que pensamos ser a heterossexualidade o grau zero, a tábula rasa do ser humano? Que estamos dispostos a submeter pessoas a sofrimentos indescritíveis para que elas se pareçam conosco?

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